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Não tenho gosto pelo pitoresco na fotografia.
Ma qui qui esse boi ta fazendo aí?
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terça-feira, 15 de julho de 2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
sábado, 14 de junho de 2014
Errar sempre
O verbo errar é transitivo direto,
intransitivo ou transitivo indireto: errar por, vaguear.
Modernamente, por causa do futebol,
ele tem uma nova preposição, errar "para alguém". Os juízes com frequência
"erram para" algum time (e para si próprios, dizem). Os dicionários ainda
não trazem, mas já podiam.
Essa construção seria útil pro
conquistador empenhado em obter favores românticos da moça renitente, aquele bastião da virtude: "minha senhora, por ventura poderia eu sonhar que
errasse para mim?"
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sábado, 7 de junho de 2014
E as duplas, Sílvio?
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Diz meu amigo Sílvio Ferraz que tem razões históricas, musicais.
Dessas eu não sei, só faço palpitar.
Mas encasqueto pra descobrir o porquê dos caipiras cantarem em duplas! Muitas vezes fica claro qual dos dois é o grande cantor, mas ele é curió que divide glória com tico-tico.
Será humildade, assombração do sexto pecado? ou a carência da mão do amigo-irmão pra espantar o medo dos olhos do público?
Essa gente do mato tem uns mistérios.
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(Clique - Pena branca e Xavantinho - na estrela e no fubá do Patativa do Assaré)
Diz meu amigo Sílvio Ferraz que tem razões históricas, musicais.
Dessas eu não sei, só faço palpitar.
Mas encasqueto pra descobrir o porquê dos caipiras cantarem em duplas! Muitas vezes fica claro qual dos dois é o grande cantor, mas ele é curió que divide glória com tico-tico.
Será humildade, assombração do sexto pecado? ou a carência da mão do amigo-irmão pra espantar o medo dos olhos do público?
Essa gente do mato tem uns mistérios.
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(Clique - Pena branca e Xavantinho - na estrela e no fubá do Patativa do Assaré)
terça-feira, 3 de junho de 2014
Horário, mas de inverno
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Se alguém se preocupasse com quem acorda cedo, seria o contrário, a gente teria horário de inverno.
Se alguém se preocupasse com quem acorda cedo, seria o contrário, a gente teria horário de inverno.
Até as 6 e tanto da matina o corpo se recusa a tudo. Tá frio ali depois da lã, os músculos não reagem. A cidade tá escura, e não aquele escuro divertido da noite, da hora dos bares, da cerveja, das novelas. Ta escuro das luzes de fora e de dentro. A mente de quem anda na madrugada está ainda na penumbra.
Se o olhar fosse pra quem acorda cedo, a gente agora atrasaria os ponteiros. Mas quem decide essas coisas acorda tarde.
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segunda-feira, 21 de abril de 2014
Bits e bytes
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Tenho só 54. Não é pra caracterizar, é pra contextualizar.

Agora tem PhotoShop, que salva as fotos que o laboratorista destruiu com má revelação. Tem software de editoração pras capas dos livros dos amigos. E tem esse programa (Paper Artist), que torna a foto da gente uma pinturinha como esta. Dá pra brincar de Toulouse Lautrec, não no Moulin Rouge, com vinho, mas no restaurante japonês depois de secar a cerveja.
Tenho só 54. Não é pra caracterizar, é pra contextualizar.
Minha primeira experiência com computador foi com cartões
perfurados. Um cartão pra cada frase de programação. Muitas vezes não tinha
tinta, a impressão no rodapé ficava ilegível, e a gente tinha que decifrar o erro
de digitação nos buraquinhos. Mas era poderoso! Matava os trabalhos
repetitivos, nosso sonho.
Passei pelo disquete mole de 8 polegadas (todo um mestrado
está num deles, alguém tem leitora). Pelo de 5e 1/4, pelo de 3 e 1/2 e pelo disco rígido
nem tão rígido: bastava erguer o micro
pra limpar a mesa e ele se desformatava! foi bom, aprendi a importância
de backup.
Passei pela tela verde, pelo AutoCad sem mouse, dei curso de Lotus
123 (o gênio que inventou a planilha, alguém sabe quem é?)
Sou encantado pelo wireless, pelo laptop! não gosto de
ficar, quero andar pela casa. O tablete? bem o tablete é a primeira máquina
civilizada da história da informática: nenhum fio, nenhum periférico, vai pra
cama com você, nem precisa de luz de cabeceira, traz a própria. Um dia
(loguinho claro) todo lugar vai ter sinal rápido e vou ver "e la nave va"
na praia.
Gosto de conversar com as pessoas, só gosto de solidão quando a
quero. No ponto de ônibus, na fila do banco, na sala de espera do médico, no
metrô (quem achou que a gente gosta de andar no buraco?) é bom ter a
possibilidade de "sair dali" e papear com um amigo. Já fazíamos isso
com os amigos de todos, os escritores, por que não fazer também com aqueles que
a gente conhece de perto?

Agora tem PhotoShop, que salva as fotos que o laboratorista destruiu com má revelação. Tem software de editoração pras capas dos livros dos amigos. E tem esse programa (Paper Artist), que torna a foto da gente uma pinturinha como esta. Dá pra brincar de Toulouse Lautrec, não no Moulin Rouge, com vinho, mas no restaurante japonês depois de secar a cerveja.
Tenho só 54 e vi tudo isso.
Se com a tecnologia vem coisa ruim? Claro. Como veio com o
fogo, com a roda, com a máquina a vapor, com o rádio, com a televisão. Tem que
ficar de olho.
Mas é divertido brincar de Toulouse, mesmo sem cancan.
Quando tiver 64 volto com as novidades dos últimos 10 anos.
Serão muitas.
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quarta-feira, 16 de abril de 2014
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