sábado, 16 de fevereiro de 2013

Ceticismo



Fui aluno do Prof. Carlos Souza Pinto, dono de uma liberdade de pensamento e uma capacidade de duvidar do que pareça completamente demonstrado, que nunca vi em outra pessoa.

Agora os especialistas dizem que não há nenhuma relação entre a queda de um meteoro, ferindo um monte de gente, e ao mesmo tempo um asteroide passar raspando no planetinha. 

O Prof. Carlos, o verdadeiro cético, diria no laboratório: "será?". 

Eventos astronômicos corriqueiros levam milhares ou milhões de anos pra acontecer, como disse ontem um astrônomo na televisão

Mas que coincidência!

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Pra garantir que "eu te disse" quando nos analfabetizarmos

O pessoal fica se preocupando se o livro será digital ou não, mas o buraco é mais embaixo.

No andar da carruagem, me parece que o ato de digitar também tem dias contados. Os teclados de tela de tabletes não são nada bons, mas, rapaz, o meu escuta muito bem! Eu digo lá "Rua Bela Cintra" e ele entende.

É mais fácil falar pra ele do que escrever pra ele!

Com o tempo seremos todos analfabetos.

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A exposição pune a mais

Telejornais não valem a crítica, mas quem foge deles?

As editorias podiam ao menos poupar as pessoas presas do constrangimento de serem filmadas entrando nas delegacias, ou sendo jogadas nos camburões, ou expostas em filas de algemados, ou sendo obrigadas a comentar alguma coisa. 

É ainda pior do que o embaraço dos que sofreram nas tragédias, pois esses têm a dignidade dos atingidos por aquilo que o destino tem de implacável. Já os presos estão derrotados por si mesmos, por seu próprio tropeço.

Quem não considera a exposição uma desumanidade nunca olhou nos olhos dos capturados (sim, eles os têm!).

Senhores jornalistas, se não for por humanidade, abstenham-se de filmá-los por legalidade. Por mais que vire e revire, não encontro no código a pena de “EXPOSIÇÃO PÚBLICA DO INFORTÚNIO”.


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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Das curvas



Acho que o Oscar gostaria.

(mac de niterói)

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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Máquina de ler

Compramos um tablete pequenino. 

Botei um livrinho lá. O meu. Tenho o pdf, eu diagramei.

E li. E fui lendo. E a tela fica parecendo uma página de papel. Li igual. Estava lendo um livro. Sem tirar nem pôr. Com o mesmo prazer (ou o mesmo desprazer de ler o próprio livro). A mesma concentração (ou desconcentração, depende do conteúdo). 

A luz é clara? É nada. Até dispensa a lâmpada de cabeceira.

Vai cansar? Vai nada. Nunca passamos diante de um livro o tempo que a gente passa diante do computador e ninguém está exausto por isso. Estamos exaustos (até por causa do computador), mas não por causa da tela.

É uma boa máquina de ler. Como o livro.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Capas que mudam

Ganhei de um bom amigo um livro que fala de livros antigos, papiros, pergaminhos, e os riscos que corriam, principalmente a censura, mas também o fogo nas bibliotecas, a chuva que lavava as letras, as traças insaciáveis. É da Companhia das Letras e o título vem escrito (com R invertido) naquela tinta especial, dourada, que sai nos dedos. Ando com ele pra cá e pra lá e, no meu volume, o título já não se lê todo, em parte se adivinha.

Como nos textos antigos.

Não creio ter sido a intenção do capista, mas faz sentido.



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