.
Diz meu amigo Sílvio Ferraz que tem razões históricas, musicais.
Dessas eu não sei, só faço palpitar.
Mas encasqueto pra descobrir o porquê dos caipiras cantarem em duplas! Muitas vezes fica claro qual dos dois é o grande cantor, mas ele é curió que divide glória com tico-tico.
Será humildade, assombração do sexto pecado? ou a carência da mão do amigo-irmão pra espantar o medo dos olhos do público?
Essa gente do mato tem uns mistérios.
.
(Clique - Pena branca e Xavantinho - na estrela e no fubá do Patativa do Assaré)
sábado, 7 de junho de 2014
terça-feira, 3 de junho de 2014
Horário, mas de inverno
.
Se alguém se preocupasse com quem acorda cedo, seria o contrário, a gente teria horário de inverno.
Se alguém se preocupasse com quem acorda cedo, seria o contrário, a gente teria horário de inverno.
Até as 6 e tanto da matina o corpo se recusa a tudo. Tá frio ali depois da lã, os músculos não reagem. A cidade tá escura, e não aquele escuro divertido da noite, da hora dos bares, da cerveja, das novelas. Ta escuro das luzes de fora e de dentro. A mente de quem anda na madrugada está ainda na penumbra.
Se o olhar fosse pra quem acorda cedo, a gente agora atrasaria os ponteiros. Mas quem decide essas coisas acorda tarde.
.
.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Bits e bytes
.
Tenho só 54. Não é pra caracterizar, é pra contextualizar.

Agora tem PhotoShop, que salva as fotos que o laboratorista destruiu com má revelação. Tem software de editoração pras capas dos livros dos amigos. E tem esse programa (Paper Artist), que torna a foto da gente uma pinturinha como esta. Dá pra brincar de Toulouse Lautrec, não no Moulin Rouge, com vinho, mas no restaurante japonês depois de secar a cerveja.
Tenho só 54. Não é pra caracterizar, é pra contextualizar.
Minha primeira experiência com computador foi com cartões
perfurados. Um cartão pra cada frase de programação. Muitas vezes não tinha
tinta, a impressão no rodapé ficava ilegível, e a gente tinha que decifrar o erro
de digitação nos buraquinhos. Mas era poderoso! Matava os trabalhos
repetitivos, nosso sonho.
Passei pelo disquete mole de 8 polegadas (todo um mestrado
está num deles, alguém tem leitora). Pelo de 5e 1/4, pelo de 3 e 1/2 e pelo disco rígido
nem tão rígido: bastava erguer o micro
pra limpar a mesa e ele se desformatava! foi bom, aprendi a importância
de backup.
Passei pela tela verde, pelo AutoCad sem mouse, dei curso de Lotus
123 (o gênio que inventou a planilha, alguém sabe quem é?)
Sou encantado pelo wireless, pelo laptop! não gosto de
ficar, quero andar pela casa. O tablete? bem o tablete é a primeira máquina
civilizada da história da informática: nenhum fio, nenhum periférico, vai pra
cama com você, nem precisa de luz de cabeceira, traz a própria. Um dia
(loguinho claro) todo lugar vai ter sinal rápido e vou ver "e la nave va"
na praia.
Gosto de conversar com as pessoas, só gosto de solidão quando a
quero. No ponto de ônibus, na fila do banco, na sala de espera do médico, no
metrô (quem achou que a gente gosta de andar no buraco?) é bom ter a
possibilidade de "sair dali" e papear com um amigo. Já fazíamos isso
com os amigos de todos, os escritores, por que não fazer também com aqueles que
a gente conhece de perto?

Agora tem PhotoShop, que salva as fotos que o laboratorista destruiu com má revelação. Tem software de editoração pras capas dos livros dos amigos. E tem esse programa (Paper Artist), que torna a foto da gente uma pinturinha como esta. Dá pra brincar de Toulouse Lautrec, não no Moulin Rouge, com vinho, mas no restaurante japonês depois de secar a cerveja.
Tenho só 54 e vi tudo isso.
Se com a tecnologia vem coisa ruim? Claro. Como veio com o
fogo, com a roda, com a máquina a vapor, com o rádio, com a televisão. Tem que
ficar de olho.
Mas é divertido brincar de Toulouse, mesmo sem cancan.
Quando tiver 64 volto com as novidades dos últimos 10 anos.
Serão muitas.
.
quarta-feira, 16 de abril de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
Futurologia
Na década de 70 imaginava que o máximo da e(in?)volução dos meios de comunicação seria a transmissão de sexo explícito, grosseiro. Mas foram os exorcismos.
Não podia crer na primeira vez que ouvi no rádio uma sessão ao vivo.
.
Não podia crer na primeira vez que ouvi no rádio uma sessão ao vivo.
.
sábado, 8 de março de 2014
Dúvidas
.
O colchão duro, aquela tábua, que não se ajustava às curvas, já foi indicado pra coluna.
O leite já foi bom pra úlcera. Meu tio tomava por recomendação médica. Dizia o Nelson Rodrigues "trato minha úlcera como uma gata: com pires de leite". Agora é proibido pros dois.
O ovo já foi o inimigo público número um. O número dois, o café. O três, o vinagre.
Antes, quando a gente se machucava, tratava a inflamação com calor. Agora é com gelo.
Pro nosso bem, espero terem se esgotado as dúvidas da medicina.
.
O colchão duro, aquela tábua, que não se ajustava às curvas, já foi indicado pra coluna.
O leite já foi bom pra úlcera. Meu tio tomava por recomendação médica. Dizia o Nelson Rodrigues "trato minha úlcera como uma gata: com pires de leite". Agora é proibido pros dois.
O ovo já foi o inimigo público número um. O número dois, o café. O três, o vinagre.
Antes, quando a gente se machucava, tratava a inflamação com calor. Agora é com gelo.
Pro nosso bem, espero terem se esgotado as dúvidas da medicina.
.
sábado, 1 de março de 2014
Palavra nova
Um bom amigo, agradecendo uma recomendação, sugeriu que eu ficasse à vontade para o "taguear" com boas dicas.
Purista amador, raramente gosto dos neologismos da informática - e olha que fui programador, mas não usava "backup" e sim "cópia de segurança". Culpa da dona Doroti, que passou bons minutos se desculpando em sala por não encontrar substituto em português pra "show". "Mas, para detalhe, temos minúcia, pormenor; e, para chance, oportunidade". Apaixonada, linda!
Mas de "taguear" gostei. Parece "tagarelar" e quem me conhece sabe que tem a ver comigo.
.
Purista amador, raramente gosto dos neologismos da informática - e olha que fui programador, mas não usava "backup" e sim "cópia de segurança". Culpa da dona Doroti, que passou bons minutos se desculpando em sala por não encontrar substituto em português pra "show". "Mas, para detalhe, temos minúcia, pormenor; e, para chance, oportunidade". Apaixonada, linda!
Mas de "taguear" gostei. Parece "tagarelar" e quem me conhece sabe que tem a ver comigo.
.
Assinar:
Postagens (Atom)
