quarta-feira, 16 de abril de 2014

Tempos



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Quando as velas iluminavam a noite da família, da flatulência não vinha discórdia.
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quarta-feira, 26 de março de 2014

Futurologia

Na década de 70 imaginava que o máximo da e(in?)volução dos meios de comunicação seria a transmissão de sexo explícito, grosseiro. Mas foram os exorcismos.

Não podia crer na primeira vez que ouvi no rádio uma sessão ao vivo.
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sábado, 8 de março de 2014

Dúvidas

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O colchão duro, aquela tábua, que não se ajustava às curvas, já foi indicado pra coluna.

O leite já foi bom pra úlcera. Meu tio tomava por recomendação médica. Dizia o Nelson Rodrigues "trato minha úlcera como uma gata: com pires de leite". Agora é proibido pros dois.

O ovo já foi o inimigo público número um. O número dois, o café. O três, o vinagre.

Antes, quando a gente se machucava, tratava a inflamação com calor. Agora é com gelo.

Pro nosso bem, espero terem se esgotado as dúvidas da medicina.
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sábado, 1 de março de 2014

Palavra nova

Um bom amigo, agradecendo uma recomendação, sugeriu que eu ficasse à vontade para o "taguear" com boas dicas.

Purista amador, raramente gosto dos neologismos da informática - e olha que fui programador, mas não usava "backup" e sim "cópia de segurança". Culpa da dona Doroti, que passou bons minutos se desculpando em sala por não encontrar substituto em português pra "show". "Mas, para detalhe, temos minúcia, pormenor; e, para chance, oportunidade". Apaixonada, linda!

Mas de "taguear" gostei. Parece "tagarelar" e quem me conhece sabe que tem a ver comigo.
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

De Natal em fevereiro

Não me estranhe por falar de Natal agora. Tava guardado desde o 25, só deixei passar a data pra ser coerente.

Assis Valente, pouco lembrado, o do Brasil Pandeiro, foi um dos grandes compositores do Brasil e talvez um dos mais tristes.

Difícil imaginar versos de canção de Natal melhores do que estes, de "Boas Festas":

“Ou então felicidade
É brinquedo que não tem”

Só não sei se cabem no Natal.

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Do tamanho da gente

Deixo às vezes a Lu na estação de trem em Jundiaí. 

Em São Paulo os trens são invisíveis nos subterrâneos, nos elevados ou nos grandes edifícios como a Luz. E tem urbanistas que os querem ainda mais inexistentes, enterrando a linha da velha ferrovia. Ara, malditos!

Mas aqui não. Quando chego e o trem já está lá, a Lu dá uma corridinha, passa na catraca, um tchauzinho, entra no trem e se senta. O trem vai. Vejo tudo.

Escala humana acho que é isso.

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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Calor

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Ele dizia, “filho, no calor, com o corpo quente, antes de tomar água molhe os pulsos”. Minhas mãos embaixo da torneira parecem as dele.

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