Entramos juntos no elevador. Era um homem alto, negro, muito bonito. Pediu um andar incerto pra ascensorista:
"Por favor, 24o. O Augusto fica lá, não?"
"Augusto, será que eu sei quem é?... não tenho certeza."
"Um homem da minha idade", titubeou e disse com voz meio escondida, meio apontado pra si mesmo "negrão".
Fosse "altão" ou "careca" diria com firmeza. "Negrão" quem sabe um dia, se tudo correr bem.
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terça-feira, 13 de agosto de 2013
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Presta a atenção, menino.
1-
Dá-lhe, Dona Irmes!
Quando era criança, minha mãe sempre dizia que "a casa de fulano fica ali perto da Antártica". Era a fábrica da Dubar e meus irmãos mais velhos me corrigiam quando eu repetia, "lá é a Dubar, não é Antártica". Respeitosamente não questionavam a mãe (a gente não fazia essas coisas naquele tempo),"que devia ter feito confusão".
A Antártica era chique. Do Guaraná. A Dubar, do Fogo Paulista.
Por causa do Rabuja, fui pesquisar a Dubar e vi que ela foi fundada em 1913 pela Cia Antarctica Paulista.
A mãe tava certa. De novo.
2-
lat. expressus,a,um, part.pas. de exprimĕre 'apertar com força, comprimir, espremer, tirar de, arrancar, reproduzir, representar, verter, traduzir, exprimir, dizer, enunciar claramente, declarar formalmente'; como atributo de trem, prov. calcado no fr. express (1849) e, este, por sua vez, no ing. express (train1841), express subst. (1842); ver -prim-; f.hist. sXV expresso, sXV expreso
Dá-lhe, Dona Irmes!
Quando era criança, minha mãe sempre dizia que "a casa de fulano fica ali perto da Antártica". Era a fábrica da Dubar e meus irmãos mais velhos me corrigiam quando eu repetia, "lá é a Dubar, não é Antártica". Respeitosamente não questionavam a mãe (a gente não fazia essas coisas naquele tempo),"que devia ter feito confusão".
A Antártica era chique. Do Guaraná. A Dubar, do Fogo Paulista.
Por causa do Rabuja, fui pesquisar a Dubar e vi que ela foi fundada em 1913 pela Cia Antarctica Paulista.
A mãe tava certa. De novo.
2-
O pai era exagerado. Ou melhor, digamos... enfático!
Não conhecíamos as coisas da cidade grande. Nem elevador, nem avião, nem metrô, nem café de máquina.
"Aquele café é esquisito, não faz fumaça, tem que tomar cuidado senão queima a boca. É café espremido!"
Achava engraçado. "o pai não sabe o que é expresso! é café rápido, que se tira depressa"
Muitos anos depois, por causa da grafia "espresso" de uma publicidade de café italiano, pesquisei e encontrei a origem da palavra. Expresso vem de espremer. Pode ser espremido(*)! Somos Feliciani e o Dorival era uma geração mais próxima da língua do bisavô Horazio.
Tá vendo? Duvida!
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(*) Etimologia
lat. expressus,a,um, part.pas. de exprimĕre 'apertar com força, comprimir, espremer, tirar de, arrancar, reproduzir, representar, verter, traduzir, exprimir, dizer, enunciar claramente, declarar formalmente'; como atributo de trem, prov. calcado no fr. express (1849) e, este, por sua vez, no ing. express (train1841), express subst. (1842); ver -prim-; f.hist. sXV expresso, sXV expreso
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Vir de lá
Nasceu num cantinho do mundo onde pouco havia de livros e pensadores organizados. Como sempre, só a professora.
Acotovelou a torto e a direito pra botar o nariz pra fora da água da indiferença da cidade grande.
Agora é tolerante e receptivo com aqueles que o bordoaram pra que afundasse e pra lá de rigoroso com os que tentam flutuar como ele conseguiu.
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quinta-feira, 6 de junho de 2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Recursos
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Esse pessoal de informática é engraçado (posso rir, pois já fui um).
Além da perigosa correção automática, tem um recurso que é a previsão da próxima palavra. Por exemplo, neste momento, se eu escrevesse "próxima", o sistema botaria "palavra", pois aprendeu a sequência logo acima.
Muito útil praqueles castigos da dona Zuleica:
"Juquinha, não fez a lição de novo? escreva quinhentas vezes: não devo ser preguiçoso".
E o Juquinha, que pode ser folgado, mas é craque de micro, liga o recurso, escreve "não" e já vem "devo", aceita e vem "ser", aceita de novo e vem "preguiçoso".
Depois é só ir aceitando pra preencher as páginas.
(útil pro Jack do Iluminado também... "muito trabalho sem diversão faz de Jack um bobão").
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PS: claro que "ctrl c" e "ctrl v" é mais fácil. Não estrague minha piada.
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Esse pessoal de informática é engraçado (posso rir, pois já fui um).
Além da perigosa correção automática, tem um recurso que é a previsão da próxima palavra. Por exemplo, neste momento, se eu escrevesse "próxima", o sistema botaria "palavra", pois aprendeu a sequência logo acima.
Muito útil praqueles castigos da dona Zuleica:
"Juquinha, não fez a lição de novo? escreva quinhentas vezes: não devo ser preguiçoso".
E o Juquinha, que pode ser folgado, mas é craque de micro, liga o recurso, escreve "não" e já vem "devo", aceita e vem "ser", aceita de novo e vem "preguiçoso".
Depois é só ir aceitando pra preencher as páginas.
(útil pro Jack do Iluminado também... "muito trabalho sem diversão faz de Jack um bobão").
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PS: claro que "ctrl c" e "ctrl v" é mais fácil. Não estrague minha piada.
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quarta-feira, 8 de maio de 2013
Da utilidade dos conceitos jurídicos
Dia desses, entre outros avisos assépticos, vi num banheiro masculino:
“Não urine no chão”
“Não urine no chão”
Aí também já é demais!
Por mais que as moças
odeiem nossa má pontaria, arrogante é certo, já que tentada lá de cima, não se trata de delito doloso (aquele cometido
com intenção), mas culposo, o tal do "benhê, foi sem querer".
Dentre os culposos, nem mesmo se pode dizer que caracterize imprudência (fazer o que não deve) ou negligência (não fazer o que deve), uma vez que é resultado de clara e desculpável imperícia torta (ops!), já que seria excessivo qualificar a atividade de fazer xixi como profissional.
Dentre os culposos, nem mesmo se pode dizer que caracterize imprudência (fazer o que não deve) ou negligência (não fazer o que deve), uma vez que é resultado de clara e desculpável imperícia torta (ops!), já que seria excessivo qualificar a atividade de fazer xixi como profissional.
Se fosse doloso, caberia o “não urine no chão”, na linha do “não
matarás”. Como é culposo, vai melhor um “tome cuidado para não urinar no chão”.
E um “, meu querido!” logo depois também não iria mal.
Mais afeto e menos bronca com o menino.
Mais afeto e menos bronca com o menino.
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PS pras advogadas: no benefício da dúvida, tá mais pra culpa
consciente do que pro dolo eventual.
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segunda-feira, 22 de abril de 2013
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