quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Máquina de ler
Compramos um tablete pequenino.
Botei um livrinho lá. O meu. Tenho o pdf, eu diagramei.
E li. E fui lendo. E a tela fica parecendo uma página de papel. Li igual. Estava lendo um livro. Sem tirar nem pôr. Com o mesmo prazer (ou o mesmo desprazer de ler o próprio livro). A mesma concentração (ou desconcentração, depende do conteúdo).
A luz é clara? É nada. Até dispensa a lâmpada de cabeceira.
Vai cansar? Vai nada. Nunca passamos diante de um livro o tempo que a gente passa diante do computador e ninguém está exausto por isso. Estamos exaustos (até por causa do computador), mas não por causa da tela.
É uma boa máquina de ler. Como o livro.
Botei um livrinho lá. O meu. Tenho o pdf, eu diagramei.
E li. E fui lendo. E a tela fica parecendo uma página de papel. Li igual. Estava lendo um livro. Sem tirar nem pôr. Com o mesmo prazer (ou o mesmo desprazer de ler o próprio livro). A mesma concentração (ou desconcentração, depende do conteúdo).
A luz é clara? É nada. Até dispensa a lâmpada de cabeceira.
Vai cansar? Vai nada. Nunca passamos diante de um livro o tempo que a gente passa diante do computador e ninguém está exausto por isso. Estamos exaustos (até por causa do computador), mas não por causa da tela.
É uma boa máquina de ler. Como o livro.
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Capas que mudam
Ganhei de um bom amigo um livro que fala de livros antigos, papiros, pergaminhos, e os riscos que corriam, principalmente a censura, mas também o fogo nas bibliotecas, a chuva que lavava as letras, as traças insaciáveis. É da Companhia das Letras e o título vem escrito (com R invertido) naquela tinta especial, dourada, que sai nos dedos. Ando com ele pra cá e pra lá e, no meu volume, o título já não se lê todo, em parte se adivinha.
Como nos textos antigos.
Não creio ter sido a intenção do capista, mas faz sentido.
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Como nos textos antigos.
Não creio ter sido a intenção do capista, mas faz sentido.
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terça-feira, 6 de novembro de 2012
Sempre mudando
Me interessa menos a piada do que a mudança de comportamento.
Na internet se invertem as piadas machistas (velhíssimas) e invertidas parece que elas não ofendem.
Na versão original dessa aí embaixo, um caipira era derrubado uma vez pelo burro na chuva e dizia "primeira vez". Novo tombo e “segunda vez”. Na terceira, matava o burro com um tiro. Quando chegava em casa a mulher reclamava da demora e ele dizia: "primeira vez".
Já vi invertida também a da geladeira e da cama.
Na internet se invertem as piadas machistas (velhíssimas) e invertidas parece que elas não ofendem.
Na versão original dessa aí embaixo, um caipira era derrubado uma vez pelo burro na chuva e dizia "primeira vez". Novo tombo e “segunda vez”. Na terceira, matava o burro com um tiro. Quando chegava em casa a mulher reclamava da demora e ele dizia: "primeira vez".
Já vi invertida também a da geladeira e da cama.
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segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Hora de verão
As mudanças do tempo são paulatinas. Como o próprio tempo.
Antes dos relógios, o momento de acordar vinha com o primeiro raio de
sol que iluminava a cama. Desde o inverno, a cada dia um pouco mais cedo. Passo
a passo.
Agora a mudança é uma hora de uma vez só. De sopetão.
“Como é bom o horário de verão. O trabalho já acabou e o sol
ainda está lá.”
Até é verdade, quando se olha de uma ponta. Visto da outra
ponta, de quem acorda na madruga, quando estava pra chegar o momento de acordar
na luz, adiantam o dia e fazem o despertador gritar de noite novamente.
E aquela gente que pula cedo, que abre os negócios, que limpa as salas, que vai
de ônibus, sai no escuro com todo o sono e a insegurança que vêm junto com a
hora a menos.
Mas se economiza energia. Elétrica. E a tarde das compras fica mais bonita. É o que importa. Afinal
quem decide adiantar os ponteiros não vive a mudança brusca. Acorda no frescor
da nova manhã e pode, sem que nenhum chefe puna, atrasar o início do trabalho nas primeiras
semanas, enquanto se acostuma. Paulatinamente.
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terça-feira, 2 de outubro de 2012
É pique é pique
Diz-que o Pique Pique foi criado por uns boêmios da Faculdade de Direito do São Francisco. Alguns discordam, mas não vejo razão pra disputar a autoria daquele horror. É uma cantoria arrastada, não tem ritmo e as pessoas (adultos!) ficam batendo palmas, tentando empurrar aquele bonde que não vai! Toda vez que acaba o Parabéns a Você, fico torcendo pra que ninguém se lembre daquilo e se evite a tortura.
Recentemente teve briga pela autoria do "ai se eu te pego". Três moças se diziam as compositoras e alguém escreveu (o Zé Simão?): "mas precisa de três pra compor aquilo?"
Outro caso é bem mais antigo. O Antonio Maria, quando disseram que "Ninguém Me Ama" era plágio, mandou: "mas bem essa porcaria! eu tenho tanta música melhor!"
"Ninguém me ama / ninguém me quer / ninguém me chama de Baudelaire" cantava o engraçadíssimo compositor.
Se é verdade que foi na São Francisco que nasceu o Pique Pique, trata-se de uma das piores contribuições das arcadas para a humanidade.
Origem do PIQUE PIQUE
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Recentemente teve briga pela autoria do "ai se eu te pego". Três moças se diziam as compositoras e alguém escreveu (o Zé Simão?): "mas precisa de três pra compor aquilo?"
Outro caso é bem mais antigo. O Antonio Maria, quando disseram que "Ninguém Me Ama" era plágio, mandou: "mas bem essa porcaria! eu tenho tanta música melhor!"
"Ninguém me ama / ninguém me quer / ninguém me chama de Baudelaire" cantava o engraçadíssimo compositor.
Se é verdade que foi na São Francisco que nasceu o Pique Pique, trata-se de uma das piores contribuições das arcadas para a humanidade.
Origem do PIQUE PIQUE
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