Todos os praticantes de esportes de velocidade buscam maneiras de aprimorar a aerodinâmica: tiram pelos, usam malhas, capacetes em ponta, etc.
Daqui a pouco vão remover dos atletas a parcela menos aerodinâmica da anatomia masculina.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
De novo, o errado melhor
Beju é melhor que beijo.
O "be", que explode de levinho, joga o "ju" em bico, num caminho só até a boca contraposta.
O "i" do beijo bota no meio uma estufamento da bochecha, que é um tropecinho no gesto.
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O "be", que explode de levinho, joga o "ju" em bico, num caminho só até a boca contraposta.
O "i" do beijo bota no meio uma estufamento da bochecha, que é um tropecinho no gesto.
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Mais caipira hoje
Hoje to mais caipira. Não tive escolha, morreu o Pena Branca.
Na voz (às vezes é uma) e nas vozes (às vezes são duas) dele e do irmão Xavantinho, que já foi, eu prefiro a Vaca Estrela e o Boi Fubá do Patativa do Assaré.
E por falar em estrela e caipira, não é bacana que o ovo seja estalado, já que estala, e estrelado, já que tem forma de estrela, e que estalado seja palavra parecida com estrelado, a ponto de uma parte das gentes, por um engano(?), juntar tudo num estralado?
Eh povo bão de poesia!
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Na voz (às vezes é uma) e nas vozes (às vezes são duas) dele e do irmão Xavantinho, que já foi, eu prefiro a Vaca Estrela e o Boi Fubá do Patativa do Assaré.
E por falar em estrela e caipira, não é bacana que o ovo seja estalado, já que estala, e estrelado, já que tem forma de estrela, e que estalado seja palavra parecida com estrelado, a ponto de uma parte das gentes, por um engano(?), juntar tudo num estralado?
Eh povo bão de poesia!
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Todo santo dia?
Um leão a flechadas, ainda vá lá.
Mas as cinco hienas a dentadas não tá dando pra matar.
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Mas as cinco hienas a dentadas não tá dando pra matar.
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Habilidades I – O chapeiro
Nas padarias, o balcão em volta da chapa fica cercado de fregueses criativos, cada um com seu sanduíche personalíssimo, e, do lado de dentro, três ou quatro atendentes esmerando-se para satisfazer sua urgência.
Ouvem o pedido e o repetem ao chapeiro.
Chapeiros não ouvem nada além das vozes dos atendentes. Ou, se ouvem e respondem a conversa de algum freguês conhecido, separam esses diálogos daqueles da chapa.
Cada pedido é dito uma única vez e memorizado na ordem de chegada. Se for esquecido, só se saberá quando o freguês estranhar a demora e pedir de novo. Caso seja freguês autêntico de padaria, pedirá com cordialidade, talvez alguma piada, pois sabe que raramente o chapeiro esquece.
O atendente não pode pedir duas vezes a mesma coisa, já que não há como diferenciar o reforço de outro pedido idêntico.
As mãos têm que ser hábeis, para a rapidez; talentosas, para o sabor; cuidadosas, para não se queimarem na chapa. E a memória, perfeita.
É linha de montagem de mãos e cachola.
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Ouvem o pedido e o repetem ao chapeiro.
Chapeiros não ouvem nada além das vozes dos atendentes. Ou, se ouvem e respondem a conversa de algum freguês conhecido, separam esses diálogos daqueles da chapa.
Cada pedido é dito uma única vez e memorizado na ordem de chegada. Se for esquecido, só se saberá quando o freguês estranhar a demora e pedir de novo. Caso seja freguês autêntico de padaria, pedirá com cordialidade, talvez alguma piada, pois sabe que raramente o chapeiro esquece.
O atendente não pode pedir duas vezes a mesma coisa, já que não há como diferenciar o reforço de outro pedido idêntico.
As mãos têm que ser hábeis, para a rapidez; talentosas, para o sabor; cuidadosas, para não se queimarem na chapa. E a memória, perfeita.
É linha de montagem de mãos e cachola.
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Pedro Miranda
Dizia o João Saldanha que gramado ruim nivela o craque ao perna de pau. Fica tudo pelada.
Alguma grama é bem cuidada, mas chama a atenção como Pedro Miranda, no seu Pimenteira, conduz a pelota por umas canções-gramado-ruim. E com que maestria dribla e acaricia a bola sobre o morrinho artilheiro dos versos quebrados, enfiado nas frases musicais de tropeço do quique caótico da touceira de capim não arrancado.
Ouçam o Pimenteira, grandes compositores. Convidem o Pedro de montão.
Em bons gramados, ainda vamos ver grandes clássicos. O samba é seu dom(*).
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(*) O samba é meu dom - Wilson das Neves e Paulo Cesar Pinheiro
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Alguma grama é bem cuidada, mas chama a atenção como Pedro Miranda, no seu Pimenteira, conduz a pelota por umas canções-gramado-ruim. E com que maestria dribla e acaricia a bola sobre o morrinho artilheiro dos versos quebrados, enfiado nas frases musicais de tropeço do quique caótico da touceira de capim não arrancado.
Ouçam o Pimenteira, grandes compositores. Convidem o Pedro de montão.
Em bons gramados, ainda vamos ver grandes clássicos. O samba é seu dom(*).
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(*) O samba é meu dom - Wilson das Neves e Paulo Cesar Pinheiro
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
O "mute" contra o nasal
Tecla fundamental pra livrar o telespectador da falta de talento da publicidade brasileira (que é a pior do mundo, não que eu conheça as outras, mas não pode haver nada pior do que essa que nos atormenta), o "mute" é indispensável também pra defender ouvidos tupiniquins.
Defender da gritaria de todos os reclames, sejam eles nacionais ou estrangeiros e, no caso das tevês americanas (nem se traduzem mais os títulos dos programas, haja!), nos proteger dos sons nasais.
O inglês dos americanos é horrivelmente nasal, o que deixa quase todos os atores com voz ardida (ave Morgan Freeman). Pode-se amordaçar um americano que ele continua tranquilamente falando pelo nariz, mas, lá no norte, um simples surto de constipação deixa todo mundo mudo.
E, como se não bastasse a língua, tem a guitarra. Instrumento muito sonoro nas mãos de uns poucos, na maioria das vezes (sabe quando?, quando ela faz, deixa ver se eu consigo, uhóón uhóóónn uhóóóónnnn) ela também canta pelo nariz.
"Mute" no intervalo. Tem muito inglês e guitarra nele.
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Defender da gritaria de todos os reclames, sejam eles nacionais ou estrangeiros e, no caso das tevês americanas (nem se traduzem mais os títulos dos programas, haja!), nos proteger dos sons nasais.
O inglês dos americanos é horrivelmente nasal, o que deixa quase todos os atores com voz ardida (ave Morgan Freeman). Pode-se amordaçar um americano que ele continua tranquilamente falando pelo nariz, mas, lá no norte, um simples surto de constipação deixa todo mundo mudo.
E, como se não bastasse a língua, tem a guitarra. Instrumento muito sonoro nas mãos de uns poucos, na maioria das vezes (sabe quando?, quando ela faz, deixa ver se eu consigo, uhóón uhóóónn uhóóóónnnn) ela também canta pelo nariz.
"Mute" no intervalo. Tem muito inglês e guitarra nele.
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